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Em
1555, o Almirante francês Nicolau Durand de Villegaigon
montou duas bocas de fogo no pequeno promontório localizado
à direita de quem entra na barra do Rio, controlando o
canal, e alcançando com fogo os Fortes de Copacabana, Laje,
São João e Imbuí. Estava instalada a fortificação que seria
dominada em 1567 pelo Governador-Geral Mem de Sá e elevada,
no mesmo ano, à categoria de Bateria, por Salvador de Sá,
que lhe deu o nome de Bateria de Nossa Senhora da Guia. Em
1599 impede-se, da fortificação, a entrada na baía de
Guanabara da esquadra do corsário holandês Oliver Van Noorth.
Já em
1612, contando então com vinte bocas de fogo, passa a ser
chamada de Fortaleza de Santa Cruz da Barra, tendo seu
regimento aprovado em 24 de Janeiro de 1613 por D. Álvaro
Silveira e Albuquerque Governador da cidade, que foi o
responsável pela ordem de construção de cinco celas na
rocha, com dois metros de altura e sessenta centímetros de
largura, destinadas a presos políticos. Durante todo o
século XVIII e até o início do século XIX à Fortaleza é
mantida em completo e permanente estado de guerra.
Em
Dezembro de 1831 passa a funcionar como presídio político,
contando com câmara de tortura e praça de enforcamento. Esta
situação perdura até 1911 e a Fortaleza volta a ser presídio
do Exército em 1968.
No
século XIX, década de 60, as instalações são ampliadas:
constroem-se duas ordens de casamatas (vinte no 1º andar e
vinte e uma no 2º) e uma bateria com canhões de maiores
calibres, erguem-se as muralhas, é concluída a reconstrução
do paiol de pólvora e, ao lado do paiol grande, é construído
um salão com mais de 200 m², com teto de pedras de granito
abobadadas, talhadas a mão e ligadas com óleo de baleia, cal
e mariscos triturados. Em 1882, a Fortaleza é dotada de
enfermaria, farmácia e iluminação a gás carbônico.
Nessa
ocasião, a Fortaleza sedia o quartel do 1º Batalhão de
Artilharia a Pé, criado em 18 de Novembro de 1879. A 1º de
Agosto de 1917 é criado o 1º Grupo de Artilharia de Costa. A
5 de Julho de 1922 a Artilharia bombardeia o Forte de
Copacabana e a 4 de Novembro de 1924 responde a bombardeio
do encouraçado São Paulo que, entretanto, consegue transpor
a barra. O último disparo produzido pelas tropas da
Fortaleza de Santa Cruz foi um tiro de advertência, em 1955,
contra o cruzador Tamandaré.
A
Fortaleza de Santa Cruz, com seu complexo arquitetônico
imponente e grandioso, causa ao observador o impacto do
susto e o apaziguamento da beleza. As celas de prisioneiros,
a lembrança das câmaras de tortura, as grades impenetráveis
que miram a antiga forca vigiada por guarita interna, as
marcas de fuzilamento no paredão, falam de tempos remotos e
até mais recente que devem ser documentados para não serem
repetidos; a capela de Santa Bárbara, em estilo colonial, a
visão do mar e do céu em eterno encontro e a presença da
força do homem em construção que desafia a natureza, são
elementos representativos da esperança de que a Fortaleza
seja, para sempre, apenas isto: um documento histórico da
capacidade humana, um lugar em que se encontre a
possibilidade de reverenciar o encontro da produção
cultural, artística e artesanal com o mundo natural.
Local:
Estrada Eurico Gaspar Dutra, s/nº- Jurujuba
Tel.: 3611.1209 / 2710.2354 / 2711.0725
Funcionamento: De terça à Domingos e Feriados das 9h às 17h.
Ingresso:
Adultos: R$ 4,00
Estudantes mediante a apresentação da carteira do
estabelecimento de ensino: R$ 2,00
Isentos - Militares do Exército Brasileiro e seus
dependentes, guias da EMBRATUR, crianças menores de 06 anos
e adultos maiores de 65 anos. |