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O
Campo de São Bento, comprovadamente já pertenceu aos
beneditinos.

A área
integrava um imenso território que em meados do século XVII
era de propriedade de Antônio Maciel Tourinho que a vendeu
ao seu filho Francisco Borges Tourinho. Este, por sua vez,
cedeu uma parte a Manoel Rodrigues Raimundo com escritura
lavrada na residência do vereador, no Rio de Janeiro.
Atualmente é difícil precisar os limites desses enormes
espaços. A descrição que consta dos documentos da época traz
pormenores, que somente os moradores locais conheciam bem.
No final do século XVII, em 1697, Manoel Rodrigues Raimundo
vendeu as terras aos monges do Mosteiro de São Bento que
saldariam a sua dívida de forma bastante peculiar: em gado
advindo de Campos.
Já no
século passado, de 25 a 30 de Junho de 1824, o Campo de São
Bento foi palco de manobras militares observadas por D.
Pedro I. Com o Plano de Arrumamento de 1840/41, foram
definidos os limites do Parque, como o conhecemos
atualmente. Durante a epidemia de escarlatina, em 1843, a
malária também causava apreensão entre os niteroienses,
doenças transmitidas por mosquitos que se alojavam nas áreas
pantanosas da cidade, como o Campo de São Bento.
Aterrado em 1882-83, durante a gestão do Presidente Gavião
Peixoto, o parque finalmente foi urbanizado, segundo projeto
do engenheiro paisagista belga Arséne Puttemans, já no
início deste século, durante o governo do Prefeito João
Pereira Ferraz.
Datam
dessa mesma época um pavilhão, substituído posteriormente
por outros prédios que abrigam hoje o Grupo Escolar Joaquim
Távora, o Centro Cultural Paschoal Carlos Magno e o Jardim
de Infância Júlia Cortines.
Atualmente, o Parque Pereira Ferraz, grande área verde do
bairro Icaraí, é freqüentado assiduamente pela população.
Abriga um pequeno parque de diversões e nos finais de semana
uma feira de artesanato. Oferece inúmeras atrações, como
retreta, encontros do Clube do Curió, exposições,
lançamentos de livros, shows, cursos e apresentação de
filmes e vídeos.
Fonte
:
Neltur |